24 dezembro 2025

O silêncio de uma espada

A cidade não se cansa de me chamar

E que eu pertença

À primeira pedra lançada, e que receba eu a luz do luar

Das mãos de uma criança

 

Que eu seja o sítio procurado e a janela partida

Que do mar eu tenha a verdade

E não tenha medo da despedida

E nunca, nunca ter saudade

 

Há um rio lá longe, no meu perto desejo

Que na minha mão cresce, que na minha mão anseia

A terra lavrada e o beijo

 

A cidade é desenhada

E em mim semeia

O silêncio de uma espada.

 

24/12/2025, 07:04

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