A cidade não se cansa de me chamar
E que eu pertença
À primeira pedra lançada,
e que receba eu a luz do luar
Das mãos de uma criança
Que eu seja o sítio
procurado e a janela partida
Que do mar eu tenha a
verdade
E não tenha medo da despedida
E nunca, nunca ter
saudade
Há um rio lá longe, no
meu perto desejo
Que na minha mão cresce,
que na minha mão anseia
A terra lavrada e o beijo
A cidade é desenhada
E em mim semeia
O silêncio de uma espada.
24/12/2025, 07:04
Sem comentários:
Enviar um comentário