30 dezembro 2025

O que desejar, amanhã

O que desejar, amanhã

Quase meia-noite, e quase mais nada

Aconteceu,

Desejar, não desejarei nada, porque cada vez que desejo

Realizar os meus sonhos,

Os meus sonhos, morrem numa pequena jangada de vidro, alicerçada ao tempo, ao tenor, ao diabo que o parta,

 

Assentado sobre a chuva, pedindo de prenda um telhado,

Um zé-ninguém, do telhado,

 

Em chapa.

 

O que amanhã desejar, pedindo que respire ainda, que a geada e o frio não me golpeiem as mãos, que da tinta de uma lágrima,

Mil casas são erguidas, e sonhadas,

 

E amadas.

 

O que desejar, amanhã?

 

Nada.

Nada há a desejar, amanhã.

 

30/12/2025, 18:31



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