O que desejar, amanhã
Quase meia-noite, e quase
mais nada
Aconteceu,
Desejar, não desejarei nada,
porque cada vez que desejo
Realizar os meus sonhos,
Os meus sonhos, morrem
numa pequena jangada de vidro, alicerçada ao tempo, ao tenor, ao diabo que o
parta,
Assentado sobre a chuva,
pedindo de prenda um telhado,
Um zé-ninguém, do telhado,
Em chapa.
O que amanhã desejar,
pedindo que respire ainda, que a geada e o frio não me golpeiem as mãos, que da
tinta de uma lágrima,
Mil casas são erguidas, e
sonhadas,
E amadas.
O que desejar, amanhã?
Nada.
Nada há a desejar, amanhã.
30/12/2025, 18:31

Sem comentários:
Enviar um comentário