28 dezembro 2025

O desespero da voz

O que te dizer, meu amor

Quando o ter, não o tenho, e do pouco que talvez seja uma montanha em dor

De muito, e em pouco este frio

Que envenena o meu rio

 

Que as minhas palavras são o desespero da voz, e cansaço

De caminhar, caminhar, e longe o teu abraço

E tão perto, e tão perto o meu sonhar

E o meu te amar

 

É a sementeira na enxada de luz, que me persegue em cada dia

Como se este rio me fosse escapar,

E amanhã eu não tenha forças e nem poesia

 

Para a noite alegrar

O que te dizer, meu amor, quando este luar

É o meu acordar.

 

28/12/2025, 04:47



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