Agora é esperar que o fogo não serpenteie a razão, mas aos poucos todo o dia está em pedaços e não terminou de florir, não
Sabem os poetas que ainda são palavras as pétalas em submarina aflição,
Que morra, que o cancro o alimente e o transforme em contrabando sonoro, às segundas-feiras e às quartas-feiras, somos versos e reversos de um guarda-chuva abandonado.
Diríamos aos meus filhos que também podem estar juntos na tarde lápide do,
Do silêncio outro pertence da última paragem que também não está em pedaços, mas a água é quase gelo,
No toque de uma mão.
12/12/2025, 22:40
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