12 dezembro 2025

No toque de uma mão

Agora é esperar que o fogo não serpenteie a razão, mas aos poucos todo o dia está em pedaços e não terminou de florir, não

Sabem os poetas que ainda são palavras as pétalas em submarina aflição,

Que morra, que o cancro o alimente e o transforme em contrabando sonoro, às segundas-feiras e às quartas-feiras, somos versos e reversos de um guarda-chuva abandonado.

Diríamos aos meus filhos que também podem estar juntos na tarde lápide do,

Do silêncio outro pertence da última paragem que também não está em pedaços, mas a água é quase gelo,

No toque de uma mão.

12/12/2025, 22:40


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