Talvez o sinta, não o sentindo, apenas
Que caminha entre os
carris do húmus destino de avançar
Levar na mão a espada, e
o vento dilacerar
Como se fosse só um
pedaço de nada
Que o meu corpo pede, a
sede cansada do teu olhar
Quando o soldado se senta
junto ao rio, e descansa
E pensa,
Pensa que tem frio
E fome de leitura. Que do
dia a vaidade de vencer
E olhar a lua, e ser
Ser só uma pequena pérola
de brincar, que hoje
É o desejo do mar
Amar-te no silêncio de
uma pedra, enquanto a observo
E enquanto, ainda
acredito
Que também o sinta
Dentro de mim, este grito
No perfume delírio de uma
espingarda, saber
Que em cada palavra, um
beijo te beijará
E da tua mão quase gelo,
quase verso
Eu, sou esse vento que
balançará o teu cabelo
Quase como a tua mão,
também ele o gelo
Do coração, também ele a
fome de te ter…
E talvez eu o sinta
Sentir o meu sem o querer.
22/12/2025, 07:18
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