22 dezembro 2025

No perfume delírio de uma espingarda

Talvez o sinta, não o sentindo, apenas

Que caminha entre os carris do húmus destino de avançar

Levar na mão a espada, e o vento dilacerar

Como se fosse só um pedaço de nada

 

Que o meu corpo pede, a sede cansada do teu olhar

Quando o soldado se senta junto ao rio, e descansa

E pensa,

Pensa que tem frio

 

E fome de leitura. Que do dia a vaidade de vencer

E olhar a lua, e ser

Ser só uma pequena pérola de brincar, que hoje

É o desejo do mar

 

Amar-te no silêncio de uma pedra, enquanto a observo

E enquanto, ainda acredito

Que também o sinta

Dentro de mim, este grito

 

No perfume delírio de uma espingarda, saber

Que em cada palavra, um beijo te beijará

E da tua mão quase gelo, quase verso

Eu, sou esse vento que balançará o teu cabelo

 

Quase como a tua mão, também ele o gelo

Do coração, também ele a fome de te ter…

E talvez eu o sinta

Sentir o meu sem o querer.

 

22/12/2025, 07:18

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