A voz quase terra
semeada, no arado cansado
De um pequeno prado, numa
distante aldeia, que ladeia, e semeia
Num quarto triste e nu,
com janela para o mar
Na fogueira areia o
silêncio de uma espada
Em meu peito cravada, na
tua mão
Incendiada pela espuma de
uma ausência…
Da luz de uma madrugada
A voz quase terra
semeada, e dos seios do pôr-do-sol
A chave de uma prisão,
até à lua, nua
A claridade de cada novo
dia
Que a poesia renasce, e a
montanha abrasa
A asa de um pássaro em
brasa.
A voz encalhada em
rochedos teus, sete luas na caverna
Em Dezembro, o sangue no
vértice de uma veia, sereia
Se do relógio ausente,
sente, o enforcado pássaro
No destino, o menino
Dançando sobre a chuva
Na chuva de uma serpente.
27/12/2025, 03:24

Sem comentários:
Enviar um comentário