09 novembro 2025

o velho e o mar

 

à charrua eu pertenço, sou filho da terra

e me cansaço, um dia dormirei na rua

brevemente, sentindo no rosto

a alegria do vento

 

que me bate, e que eu o sinto

quando me sento nesta pequena pedra, onde penso

o que não deveria pensar, enquanto eu o mereço

e esqueço, as profundezas de o velho e o mar

 

à charrua eu pertenço, e filho da terra o sou

também sou, ou o era, pedra, lápide, e terra

perdido na floresta, perdido na ausência de um abraço

a que eu não pertenço, e me canso em ser poeta

 

09/11/2025, 21:43

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