à charrua eu pertenço,
sou filho da terra
e me cansaço, um dia
dormirei na rua
brevemente, sentindo no
rosto
a alegria do vento
que me bate, e que eu o
sinto
quando me sento nesta
pequena pedra, onde penso
o que não deveria pensar,
enquanto eu o mereço
e esqueço, as profundezas
de o velho e o mar
à charrua eu pertenço, e
filho da terra o sou
também sou, ou o era,
pedra, lápide, e terra
perdido na floresta,
perdido na ausência de um abraço
a que eu não pertenço, e
me canso em ser poeta
09/11/2025, 21:43
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