Era apenas um desenho
Foi só e levou o vento, e
regressou com outros desenhos
Construiu sobre o mar a
sílaba de cristal
Que o vento que o tinha
levado, é hoje a lareira
E o espelho de uma aldeia.
Era apenas um desenho,
muito pobrezinho, muito
Cada gotinha de silêncio
ao embater no mostrador
De um relógio, há muito
também ele em silêncio.
Foi só um desenho veneno,
uma vírgula sanguínea
Dentro das veias de uma
pétala
Em cada flor que morre.
Era apenas um desenho, em
fogo travestido de tédio
Sentar-se sobre o charco
de água…
E escrever em seus
lábios; era apenas um desenho, veneno.
16/11/2025, 03:57
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