22 novembro 2025

Dentro destas paredes…

 

Dentro destas paredes incolores

Pareço um cadáver em movimento

Sem espaço para caminhar

Vontade de escrever,

Levado pelo vento

No teu amanhecer,

Eu, quero nadar…

Encurtar a distância

E dizer-te ao ouvido; Amo-te…

Pegar-te devagarinho

Com muito cuidado,

Porque és uma orquídea especial

E selvagem,

Com movimento desacelerado

E uniforme,

Universo em construção

Infância apagada…

Nave espacial.

Dentro destas paredes incolores

Pareço o orvalho da madrugada,

O silêncio

A terra que deixou de girar…

Pareço e mereço nada parecer

Sem espaço para percorrer

Ou vontade de viver…

Dentro destas paredes incolores

Entro no teu destino,

Canção que faz embalar

Este triste menino…

E tenho tempo para olhar o teu sorriso,

Furacão em desalinho,

Temporal no meu imaginário…

E acabo por me perder

Nestas paredes incolores.

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