Dentro destas paredes
incolores
Pareço um cadáver em
movimento
Sem espaço para caminhar
Vontade de escrever,
Levado pelo vento
No teu amanhecer,
Eu, quero nadar…
Encurtar a distância
E dizer-te ao ouvido;
Amo-te…
Pegar-te devagarinho
Com muito cuidado,
Porque és uma orquídea
especial
E selvagem,
Com movimento
desacelerado
E uniforme,
Universo em construção
Infância apagada…
Nave espacial.
Dentro destas paredes
incolores
Pareço o orvalho da
madrugada,
O silêncio
A terra que deixou de
girar…
Pareço e mereço nada
parecer
Sem espaço para percorrer
Ou vontade de viver…
Dentro destas paredes
incolores
Entro no teu destino,
Canção que faz embalar
Este triste menino…
E tenho tempo para olhar
o teu sorriso,
Furacão em desalinho,
Temporal no meu
imaginário…
E acabo por me perder
Nestas paredes incolores.
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