(ao poeta dos urinóis, como era conhecido em Lisboa, Mário Cesariny de Vasconcelos)
Nada o serei
Onde tudo o és
Meu Rei
Meu Moisés
E cada vez mais gosto de
ti
Como o escreves em teu
poema “Gato”
(Paro um pouco a enrolar
o meu cigarro (chove)
e vejo um gato branco à janela de um prédio bastante alto…
Penso que a questão é esta: a gente – certa gente – sai para a rua…)
Que eu vi e senti
E de mim faziam e fazem
de gato-sapato
E o mato lá vai longe de crescer
Que se eu morrer das duas
uma, sou cremado
E ninguém se magoa nem
fica a sofrer
Ou fica a perder o
coitado no silêncio sentido o pobre do Cruz (coveiro)
Sete palmos tem de cavar no
côvado
Onde me vou deitar vestido
de luz.
24/11/2025, 22:10
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