Aos poucos dispo-me da Cláudia, despeço-me de cada pedacinho da minha roupa, depois
Cada camada da minha
pele, até chegar à
Ou osso, porque carne já
não há
E tanta é a coisa, que
era, e não o é, e é tanta a água
E era tanta a fé, que de
na lhe serviu, e hoje é carvão
E hoje é gravilha, e
ontem pertencia ao céu, e hoje
E hoje é, o último
Tanta é a água, e à água,
Cláudia, lá vai ela não sei para onde vai, mas vai
Vai foder o telhado, a
outro
A outro desgraçado, que
fica desalojado
A olhar para os outros
telhados
Tanta é a água.
14//11/2025, 03:22
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