29 novembro 2025

A cor é o silêncio

 

Nunca soube de que cor é o silêncio

Nunca sei o nome da noite, o cheiro de um livro, a que saberá, o cheiro de um livro

 

Nunca soube porque choravam as acácias, mas também

Já não me interessa porque choravam, mas também

Nunca saber a que mundo pertenço, o lenço ao pescoço

Quase medo, descendo, subindo

Pertencendo, amanhã

 

Nunca soube com que destino me visto e me calço, quando pareço

Um sem-abrigo invertido, que caminha, e cai

E cai…

E cai sobre o loiro trigo

Nunca soube porque voavam os papagaios coloridos, prisioneiros de um cordel, e uma mão os seguravam

E eles, e eles voavam

 

Voavam.

 

29/11/2025, 05:18

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