Nunca soube de que cor é
o silêncio
Nunca sei o nome da
noite, o cheiro de um livro, a que saberá, o cheiro de um livro
Nunca soube porque
choravam as acácias, mas também
Já não me interessa porque
choravam, mas também
Nunca saber a que mundo pertenço,
o lenço ao pescoço
Quase medo, descendo,
subindo
Pertencendo, amanhã
Nunca soube com que
destino me visto e me calço, quando pareço
Um sem-abrigo invertido,
que caminha, e cai
E cai…
E cai sobre o loiro trigo
Nunca soube porque voavam
os papagaios coloridos, prisioneiros de um cordel, e uma mão os seguravam
E eles, e eles voavam
Voavam.
29/11/2025, 05:18
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