A água-luz que só, no
abismo de uma labareda
Traz a espingarda, traz a
outra fogueira
Laureada cancela de um
jardim envenenado
Que afugenta as almas da
taberna,
Acende a lanterna,
encerra a porta com quatro chaves de oiro
Quatro lamparinas que descobrem
o sorriso de uma lâmpada
Depois, pedem à água-luz
que se ajoelhe, e que depois
Se deite sobre as pedras,
Que já sangravam antes da
alvorada, a triste miséria de uma janela sem cortinado, foi depois
Vaiado, desterrado para
longe…
Onde se esconde a água-luz
que só.
29/11/2025, 20:29
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