salivas-me às gotículas
meninas da árvore da tempestade
sabia-te mergulhada nas
fantasias mistas dos vidros das portas ensonadas
como mentiras envenenadas
pelos fotões invisíveis
da pele sílaba que rompem dos teus lábios
de simples tiras finas de
cascatas em vibração até terminarem no rio do desejo criança...
envenenas-me com o teu
olhar mesmo sabendo eu que sou uma pedra
uma rocha mingua nua e
contígua à claridade da cidade adormecida
e dos livros de chocolate
adivinham-se-me tentáculos de silício entre raízes nocturnas…
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