07 outubro 2025

Veneno

 

salivas-me às gotículas meninas da árvore da tempestade

sabia-te mergulhada nas fantasias mistas dos vidros das portas ensonadas

como mentiras envenenadas

pelos fotões invisíveis da pele sílaba que rompem dos teus lábios

de simples tiras finas de cascatas em vibração até terminarem no rio do desejo criança...

envenenas-me com o teu olhar mesmo sabendo eu que sou uma pedra

uma rocha mingua nua e contígua à claridade da cidade adormecida

e dos livros de chocolate adivinham-se-me tentáculos de silício entre raízes nocturnas…

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