Uma esquina de luz brinca no fundo do oceano, e uma espada que procura os teus seios submersos na almofada, que são quase a água,
Que para mim, são quase nada
Ou um novo amanhã, com outra alvorada.
Do sítio mais secreto do meu corpo, a vírgula às vezes cansada, tantas vezes, envergonhada, outras vezes tantas
Escondida nas páginas de um corpo, o teu
Entre gemidos teus e os meus
Os silêncios, de olhar-te e acreditar que sou mesmo louco,
Ou antes, depois
A chuva vírgula, em farrapos, poisam em teu cabelo, o vento os merece, a todos, que incendeiam a seara.
Que trazem o beijo do outro lado do mar, que de mar em mar, a outra margem do poema, onde habita o sono, e que brinca uma cama, talvez um dia o poderia ser,
A nossa cama.
Alardo e a vírgula é oiro, é a maresia dos teus lábios, é o vento, mas que vento me quer, se nunca nenhum outro vento me levou a olhar o mar, sempre
Sempre a vírgula cinzenta, presa, em esse teu olhar.
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