04 outubro 2025

Sô bolos

 

Sô bolos tudo mísero nas lâminas invisíveis de cada fatia da noite, suspensa no ramo da árvore,

Sô bolos que ri, e que espera que se abra a última porta do dia,

Sô bolos as espadas que se me abraçam, e que depois se erguem, e que depois,

Morrem na minha mão que da desgraça caiu.

 

Sô bolos o silêncio ruido de um rio, quando dos seios, não

Talvez deseje partir, correr sobre a espuma de uma desilusão,

Talvez me sentar, por que não, talvez

Esperar, que seja lua e que da lua, venha a palavra vestida e nua,

À procura,

De um sô bolos que grita, que chora, que depois

Dorme na ânsia de que um dia,

Sô bolos que ri…

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