18 outubro 2025

Procurava nos seios teus o rio cada Que se esconde

Procurava nos seios teus o rio cada

Que se esconde

Procurava no corpo teu

As palavras que te escrevi

E que deixarei de te escrever

 

Procurava nas mãos tuas

A pele cansada que a noite em ti desenha

Procurava no cabelo teu o vento

Aquele vento que tão feliz me deixava

Quando o mar me abre a janela e a me olhar começa

 

Procurava nos olhos teus

A diáfana luz em te desejar

Procurava nos braços teus

A âncora maré de me afundar não

E me davas a mão tua

 

Procurava nos lábios teus

A distante lua

Que gente será um dia

Como poesia o foi

E que me cansei de procurar

 

Procurava a voz tua

A cada acordar novo

Na madrugada a nascer

E depois eu corria e depois eu sentia

O corpo teu em peito meu que fervia

(18/10/2025)


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