18 outubro 2025

Corpos dois o éramos

 

Corpos dois o éramos

Os braços aços de luz pincelados

Na bruma manhã do cedro acordar

Quatro horas seriam se decerto nada tinha

Na oca cabeça de um dos Corpos dois o éramos

 

Corpos dois na ardósia escreviam

Os outros corpos péssimos e dos desvairados

Fragulhos poeira quase gente e dois novos navios outros

Dois corpos se masturbam

E os corpos nas mãos uns e de outros

 

A chuva nua tua sobe e caminha a calçada

Nos dois outros corpos três eles também o éramos

Mares outros dois outros corpos migalhas na palma-da-mão

Míngua chuva corpos dois que choram

Corpos dois o éramos

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