Corpos dois o éramos
Os braços aços de luz
pincelados
Na bruma manhã do cedro
acordar
Quatro horas seriam se decerto
nada tinha
Na oca cabeça de um dos Corpos
dois o éramos
Corpos dois na ardósia
escreviam
Os outros corpos péssimos
e dos desvairados
Fragulhos poeira quase
gente e dois novos navios outros
Dois corpos se masturbam
E os corpos nas mãos uns e
de outros
A chuva nua tua sobe e
caminha a calçada
Nos dois outros corpos
três eles também o éramos
Mares outros dois outros
corpos migalhas na palma-da-mão
Míngua chuva corpos dois
que choram
Corpos dois o éramos
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