nada sou de ontem,
poderia vencer hoje, podia querer, nunca sabendo se queria,
correr ou vencer, ou me
deitar
na areia apenas só de uma
praia de papel.
também fui barco e batel
ou chave de uma casa em
ruinas, fechadura de um coração desabitado por falta de pagamento,
fui soldado e podia ser
sargento
mas quis o vento, que às
vezes é tão esquisito, como uma mosca, como um mosquito,
que quis o que tenha sido
poeta e desalinhado e
sempre aflito por causa do guito.
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