04 outubro 2025

ontem

 

nada sou de ontem, poderia vencer hoje, podia querer, nunca sabendo se queria,

correr ou vencer, ou me deitar

na areia apenas só de uma praia de papel.

 

também fui barco e batel

ou chave de uma casa em ruinas, fechadura de um coração desabitado por falta de pagamento,

fui soldado e podia ser sargento

 

mas quis o vento, que às vezes é tão esquisito, como uma mosca, como um mosquito,

que quis o que tenha sido

poeta e desalinhado e sempre aflito por causa do guito.

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