os dias entre rodas
dentadas, entre os dentes, óleos, lubrificantes,
octanas, o tanas, era o
que era
ratos e ratazanas,
simples o cosmos da imbecilidade, se hoje vier a chuva, que venha e que nos
traga, outra roda
dentada,
a vaselina, ai menina,
dançando no vento, e depois senta-se num banquinho,
e todas as tardes, à
segunda-feira, lê a sina a quem passa,
tipo o senhor álvaro de
campos, no seu quarto, à janela…
e junto à tabacaria, o
esteves, coitado, dos esteves.
e o dia não cessa de
trabalhar, e o poeta não cessa de escrever, e
de sonhar,
com o impossível, como se
fosse possível, viajar no tempo, quando o tempo
ainda desconhecia e ainda
não amava, outro vento
e outro tempo,
à janela, a olhar o
silêncio de uma estrela.
(06/10/2025, 11:58h)
Sem comentários:
Enviar um comentário