O fim
Duas rectas paralelas…
… Abraçadas
No infinito cansaço
A sinfonia das pálpebras
em veludo
Na sombra do amor
Gaivotas tontas
Tontas… tontas flores de
papel
Sobre o teu ventre
Envenenado
O fim
Duas
Rectas
Longas
Infinito…
Abraçadas
Triste
A distância
Triste
A solidão nos dias em
companhia
Os livros
Me alimentam
Abro a janela
O Douro à espreita
Nos barcos azuis da
madrugada
O comboio pára
Os homens e as mulheres
Nos livros
Triste
Infinito…
E longas
As tardes sem ti
Adormecia no teu colo
E inventava aviões de
musgo prensado
Olhava as lâmpadas dos
teu olhar
O tecto dos teus seios
No mar
O comboio se esconde no
teu púbis
E entre apitos
Uma nova paragem
As mão
Escalam o teu corpo de
cera
Em chamas
Não sei o teu nome
Meu amor
Sei o dia em que nasci
Sei o dia em que vi o mar
pela primeira vez…
Mas o teu nome
Meu amor
As mãos
Nos livros
Triste
Infinito…
E longas (pernas)
Ruelas sem saída
Mulheres de ébano
Semeadas no passeio da
ilusão
O esqueleto meu amor
Dançando sobre a praia
Nua (ela ou ela?).
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