O cardume fogo sentíamos
Do escuro frio tínhamos
Histórias migalhas sobre
uma mesa de espuma
Que nos seios a bruma
Dos seios mar fluam rimas
envergonhadas
No rosto lágrimas tantas
eram as madrugadas
Porque o fogo gelo também
será
A sífilis vagina que em
sorrisos o dirá
Que a vergonha noite
incendeia e teima e fode
A gentalha que humilha e
que sacode
Toda a outra gente que
trabalha
E aos poucos dorme também
o foguear
Da janela em fotografia
para o mar…
E o cardume fogo morre no
final da batalha
(19/10/2025)
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