Ao corpo o meu pertence o
vento
A espuma entre dois mares
e o dia é de chuva
Aquele livro que dorme
sobre a mesa-de-cabeceira
Na ânsia de um abraço
Dá o cabelo sílabas ao
luar
Porque a seara não sabe o
significado do silêncio vento
Que a ponte sobre o rio
É um desejo
E o tormento lento sobejo
Ao beijo o destino em
flor
Que num olhar vesgo
Não sabe o que é o amor
E o meu corpo é o húmus e
a hóstia de uma triste tão mão
Que no rosto sujo toca e
toca no tropeço vento
Se o meu corpo vento se
erguesse e dormisse
Do mar eu pertencia e não
ao vento corpo em solidão
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