06 outubro 2025

no éramos, fomos invisíveis

 

cidades em cor de uma bandeira,

no éramos, fomos invisíveis.

 

no éramos, felizes, alicerçado era o moinho que sobrava sempre após o teu olhar, éramos vento, tanto vento a soprar

no vento que sempre acordava, após o jantar.

 

cidades em cor, sem cor alguma, a minha pele anémica, mas muito e muito,

muito branquinha, descia a montanha, e subia

até que o céu o abraçava,

e depois, nem o mar se via.

 

no levemente mente a palavra que quase nunca sente, assente depois de a chuva bater nas mãos de uma cubata, com telhado de prata, quando o sol poisava sobre o rio.

 

cidades, albatrozes em procura na busca de uma seara, de leve em leve, a charrua rasgava os teus seios, e uma manhã acordava, e uma manhã, se vestia, se vestia e me beijava.

 

cidades.

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