Às vezes vale mais estar
calado
Sentir o cair da chuva,
sentir-me acorrentado
Aos plátanos de outono
E esperar que regresse a
noite e me traga o sono
O sono que me roubaste ao
anoitecer
Quando acordou de nascer
Às vezes sou lento no raciocínio,
burro sou
Quando o vento soprou
E o meu corpo deixou de
viver
Às vezes vale mais estar
calado, a ler
E o sorrir
É uma lágrima de sonhar
Que se perde no mar
No desejo de partir.
(31/10/2025)
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