Gosto muito em ser abastecedor,
Abasteço um pouco em
tudo, que o nada
Que o sou,
O tolo, mausoléu
Do infortúnio aos
primeiros destinos do amanhecer,
Quebrou-se a sonâmbula
insónia de uma morte, quase vida,
Descer a calçada, e
sentar-se à beira-rio, no rio em cio
Que vai ao mar pedir clemencia,
e pão
E uma mesa para poisar as
mãos
O anormal, pirâmide do Egipto
No carrossel
involuntário, enquanto folheia um livro, outra página se levanta, e
Gosto muito em ser abastecedor,
Abasteço um pouco em
tudo, que o nada
Lento de raciocínio, leucócito
No lento tempo, que se
escoa em fluido menino, da flor quase chuva, quase oiro
A vida do dizer, quando
nada,
Dizer o quê
Da vida…?
Gosto muito em ser abastecedor,
Abasteço um pouco em
tudo, que o nada
Que o sou,
Eu.
(31/10/2025)
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