31 outubro 2025

Gosto muito em ser abastecedor, Abasteço um pouco em tudo, que o nada Que o sou,

 

Gosto muito em ser abastecedor,

Abasteço um pouco em tudo, que o nada

 

Que o sou,

 

O tolo, mausoléu

Do infortúnio aos primeiros destinos do amanhecer,

Quebrou-se a sonâmbula insónia de uma morte, quase vida,

Descer a calçada, e sentar-se à beira-rio, no rio em cio

Que vai ao mar pedir clemencia, e pão

E uma mesa para poisar as mãos

 

O anormal, pirâmide do Egipto

No carrossel involuntário, enquanto folheia um livro, outra página se levanta, e

Gosto muito em ser abastecedor,

Abasteço um pouco em tudo, que o nada

 

Lento de raciocínio, leucócito

No lento tempo, que se escoa em fluido menino, da flor quase chuva, quase oiro

A vida do dizer, quando nada,

Dizer o quê

Da vida…?

 

Gosto muito em ser abastecedor,

Abasteço um pouco em tudo, que o nada

 

Que o sou,

 

Eu.

 

(31/10/2025)

Sem comentários:

Enviar um comentário