A terra é de quem a
trabalha
Os seios da mulher lhe
pertencem e a quem os beijar
A moeda é de quem a
apanhar
A charrua é de quem a
puxar
A caneta é de quem no
coração a espetar
O poema só pertence ao
poeta
A lua é feia e é apenas
cinza e não me importo de a dar
O sol é fogo que arde sem
se ver
A janela só é janela
quando alguém se encosta a ela
A palavra é um pedra
O rio é um colar de
pérolas
E o mar
O mar é uma alvorada
Deixou de haver madrugada
O céu não é azul
E a água do mar não tem
cor
Deus joga aos dados e
acaba sempre por perder
Porque:
A terra é de quem a
trabalha
E o livro é de quem o ler
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