O barco termina a
refeição, se abraça ao cais
Que algumas vezes, sobe
até ao céu, depois e
Cai, e daí, os cais
Conheci muitos, uns
transportavam no olhar os metros quadrados de uma ausência
Porque outros se
travestiam de flor-mar
Na mão abelha de uma
manhã de quase nada acontecido, um dos olhos, numa pequena rotação de trinta e
cinco graus, sabendo que a altura é igual a duas vezes o co-seno de sessenta
graus, e
Quando chegar aos cem,
Ferve, os seios quase aço
líquido, porque ela nunca sabe a quantos graus ferve um ângulo recto,
A noventa graus senhor
professor, a noventa graus…, um ângulo recto ferve a noventa graus
Pois claro, um rio que se
ajoelha perante o barco que,
O barco termina a
refeição, se abraça ao cais
Que algumas vezes, sobe
até ao céu, depois e
Cai, e daí, os cais
E todos caímos sobre o
silêncio de uma aldeia de lobos, gritavam-lhe
e.
do outro lado da janela,
outro barco que olhava este barco, que
O barco termina a
refeição, se abraça ao cais
Que algumas vezes, sobe
até ao céu, depois e
Cai, e daí, os cais
Do Novembro no sétimo ano
depois da explosão da primeira estrela,
É noite, meu amor.
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