14 outubro 2025

É noite, meu amor

O barco termina a refeição, se abraça ao cais

Que algumas vezes, sobe até ao céu, depois e

Cai, e daí, os cais

Conheci muitos, uns transportavam no olhar os metros quadrados de uma ausência

Porque outros se travestiam de flor-mar

 

Na mão abelha de uma manhã de quase nada acontecido, um dos olhos, numa pequena rotação de trinta e cinco graus, sabendo que a altura é igual a duas vezes o co-seno de sessenta graus, e

Quando chegar aos cem,

Ferve, os seios quase aço líquido, porque ela nunca sabe a quantos graus ferve um ângulo recto,

A noventa graus senhor professor, a noventa graus…, um ângulo recto ferve a noventa graus

 

 

Pois claro, um rio que se ajoelha perante o barco que,

O barco termina a refeição, se abraça ao cais

Que algumas vezes, sobe até ao céu, depois e

Cai, e daí, os cais

E todos caímos sobre o silêncio de uma aldeia de lobos, gritavam-lhe

e.

do outro lado da janela, outro barco que olhava este barco, que

O barco termina a refeição, se abraça ao cais

Que algumas vezes, sobe até ao céu, depois e

Cai, e daí, os cais

 

Do Novembro no sétimo ano depois da explosão da primeira estrela,

 

É noite, meu amor.


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