15 outubro 2025

É da espuma a solidão

 

É da espuma a solidão

Na bruma

O barco que se esconde numa mão

E da outra mão que fuma

 

A espingarda é a charrua

No teu corpo desejo apenas de o sentir

A espingarda também é a rua

E a flor que não pára de sorrir

 

E o corpo amolece a tristeza

Corre de luar em luar

Depois se perde na beleza

 

De uma vírgula atrevida

São o teus olhos, meu amor, a leveza do mar

Quando o mar é o segredo da vida

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