15 outubro 2025

Árvore

 

A árvore é uma pedra embalsamada, os pássaros brincam na eira de uma vírgula, a quinta sinfonia, que às vezes a oiço, novamente, aqui

Os teus lábios são marés de desejo, e são luas de outro planeta, depois a caneta, que quase nunca acorda, e quando acorda, parece uma circunferência apaixonada

O barco em flor, diz-me adeus

No amor de um silêncio que às vezes é poema, que às vezes

E outras vezes,

É apenas uma cama

Do abraço no braço, a algema

O cansaço sempre que o vento toca a solidão, e uma janela acorda do outro lado da rua,

 

O comboio hoje não vem, porque morreu o maquinista.

Sem comentários:

Enviar um comentário