A árvore é uma pedra
embalsamada, os pássaros brincam na eira de uma vírgula, a quinta sinfonia, que
às vezes a oiço, novamente, aqui
Os teus lábios são marés
de desejo, e são luas de outro planeta, depois a caneta, que quase nunca
acorda, e quando acorda, parece uma circunferência apaixonada
O barco em flor, diz-me
adeus
No amor de um silêncio
que às vezes é poema, que às vezes
E outras vezes,
É apenas uma cama
Do abraço no braço, a
algema
O cansaço sempre que o
vento toca a solidão, e uma janela acorda do outro lado da rua,
O comboio hoje não vem,
porque morreu o maquinista.
Sem comentários:
Enviar um comentário