03 outubro 2025

dia pérfido

mais um dia sem janelas, o dia

pérfido cansaço depois do não sono

a árvore nua, o corpo parece o silêncio de uma lágrima,

mais um dia, o dia do meu sofrer,

despido na distância do amanhecer, e depois da noite

e depois de a lua morrer, um outro olhar

acorda e se veste de tristeza,

 

e de nada eu o saber, se continue a te amar

ou se comece a te esquecer,

 

e se ao menos o vento me levasse para o teu olhar, como se eu fosse um pássaro,

ou o sorriso do mar.


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