Quantos ventos tem o teu
rosto, quantas as luas dos teus olhos, e são quantos,
Os rios do teus seios.
Quantas palavras tem a
tua boca, quantos são os abraços,
Dos teus abraços.
Quantas as flores dos
teus lábios, se ao menos os teus lábios
Me falassem.
Quantas as estrelas do
teu cabelo que fugiram do céu, quantas as lágrimas da janela do teu olhar,
Quantas as mágoas, e são
quantos os mares,
Sempre que um mar se
apaixona, e são
Quantos os calos das tuas
mãos,
Em cada noite de insónia,
na enxada invisível de um pão.
Quantos pássaros da
floresta, tristes, muito tristes, porque nunca saberão, quantas são, e quantas
foram, as flores da minha prisão.
Quantas pedras me
lançaram, e das pedras que me lançam, quantas as lágrimas de uma criança, só,
E sem esperança, de saber
quantas são as feridas de um poema, de uma cabana, ou de um poeta, louco, louco
desde a nascença.
Quantas são, minha
querida mãe
Quantas são as lagrimas
de uma criança.
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