Uma roda dentada,
À estalada com um
parafuso de pressão, tão alegre, tão em tesão
O aço travestido de momento
flector, doem-lhe os testículos e mesmo assim, não desiste de resolver a
equação.
Senta-se, poisa a cabeça
na esfera do silêncio, antes tinha pregado na parede da sala
Um crucifixo em madeira
cansada, pelo temporal que se avizinha, das escadas não vinha
Nem a sombra, nem tão nada
pouco, a gambiarra que pertenceu ao avô, Domingos.
Iam à missa, e eu ia para
as minhas aulas de costura quântica, onda nada seduzia, nem a luz,
O cinzeiro a abarrotar de
palavras, depois
De eu,
Fumar todas as palavras.
É foda, desenhar e
dimensionar, uma roda dentada.
É foda mais do que foda,
projectar um parafuso, ou uma correia trapezoidal e, no entanto, eu
escorregava, e quase que escorreguei nos lubrificantes,
Os órgãos, todos eles, eu
os estudei,
Das máquinas que nem eu
imaginava, que existiam, e que eram tão belas, e que são tão úteis, para os
meninos e para as meninas,
Depois do lanche; chegava
o circo.
Olho para a minha
professora de costura quântica, e percebo que a única roda dentada presente na
sala,
Sou eu.
O poeta com cabeça de
roda dentada.
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