A guitarra de braços
abertos, para mim
Que quase nada tenho
braços, aliás
O meu peso é igual à
chuva, quando as pedras resolvem descer
A montanha, uma erva se
ergue, esvoaça e foge para parte incerta,
À certa, e por mais incorrecto
que seja
Depois, me abraça.
E o que faço eu, a este
Abraço?
A faca que me quer comer,
como se eu fosse um pedaço,
De pão tão duro como a
pedra do meu coração, deixei de sentir os sentidos pêsames, dos outros
E mesmo assim, querem que
eu seja uma árvore, ou uma serpente
Tão fina e tão fina, como
muita gente
Que de finura, nada têm.
Nem sequer um número de
polícia, uma identidade abstracta, do nocturno sigma quando a lava é ejaculada
pelo pénis da alvorada, ouvem-se mais guitarras, e mais facas
E muitas mais pedras,
Lançadas.
Sofres por tudo isto, eu
sei que sim, por mim
E não está correcto, não
é o certo
E eu,
Eu não o mereço.
A guitarra de braços
abertos, para mim
Que quase nada tenho
braços, aliás
Sento-me e te espero. Aqui.
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