04 setembro 2025

O cacimbo das dezoito

 

Sobe a calçada o cacimbo das dezoito, olha em seu redor as janelas sombreadas, pega em sua mão cada flor

Esconde nos rochedos o saco das lágrimas

Sobe o cacimbo a calçada das dezoito, e desce em mim

A noite quase nua e crua

E o cacimbo sem tempo, em tempo algum, no jardim,

A olhar, o sorriso da lua.

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