outras luas, sobre o
cabelo da montanha, se nos lábios da rocha, pincelados de lágrimas, outro sol
brilhará, na seara do silêncio,
no rio do seio loiro de
uma abelha, a cânfora noite vestida de negro, que na mão tem o sorriso de uma
árvore, a púbis em tristes desalentos, outras luas, sobre outros tantos ventos,
são as palavras cruas,
nuas
são estes versos os
outros também, sofrimentos.
o mar em suas mãos
desalentadas, as estrelas, tão tristes, e tão cansadas,
na imensidão de uma luz
adormecida, a equação, quase,
quase resolvida…
são as coxas da terra
adormecida, o desejo de uma erva, o beijo
na partida, e o barco
rompe o cacimbo, e o barco rasga o capim…
e outras luas virão,
trazendo a luz, me dando o pão,
e um banco de jardim.
(07-09-2025)
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