O buraco negro, no
silêncio do universo me engole, e depois me cospe
E depois que sou poeira,
e depois que sou um poema dentro de um livro
À procura, de quem me leia
O fogo me incendeia, o
cacimbo, o capim, a fogueira
Na espuma do mar
O buraco negro, me
engole, e me cospe
Para um outro luar
Para um outro lugar
O universo é tão frio, e
eu viajo em lâminas de fogo, e tenho frio
Só de saber, que todo
aquele rio,
É hoje um rio a sofrer.
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