12 setembro 2025

O buraco negro

 

O buraco negro, no silêncio do universo me engole, e depois me cospe

E depois que sou poeira, e depois que sou um poema dentro de um livro

À procura, de quem me leia

 

O fogo me incendeia, o cacimbo, o capim, a fogueira

Na espuma do mar

O buraco negro, me engole, e me cospe

Para um outro luar

 

Para um outro lugar

O universo é tão frio, e eu viajo em lâminas de fogo, e tenho frio

Só de saber, que todo aquele rio,

É hoje um rio a sofrer.

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