O sabonete sabe sempre onde
está cada curva do teu olhar e cada olhar do teu corpo é apenas a infância
vestida de primavera
Não e que não tenho
pássaros para te dar nem sementes para um dia
A poesia em ti semear a
razão de existir
Resistir e desistir
De partir
E pegar na charrua alma e
lavrar o teu corpo em fogo perdiz escondida atrás de um rochedo
Já tive em mim o medo e
agora não tenho mais medo
Do medo
Do vizinho desalmado
lançando pedras contra o meu jardim
Mas o meu jardim nunca
irá morrer porque o meu jardim é apenas um jardim de palavras e não de ervas
E as palavras nunca ardem
quando amam o sabonete que sabe sempre onde está cada curva do teu olhar e cada
olhar do teu corpo é apenas a infância vestida de primavera
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