Talvez eu nunca venha a
pertencer-te amanhecer
Sempre que a gaivota
noite se despede do açafrão
E se despe docemente em
frente ao espelho doente e canta a flor
Os versos do capitão (livro
de Pablo Neruda, poeta Chileno) na areia fina do mussulo
Talvez amanhecer eu nunca
te pertença ou na dor
Ou até na matança
Nem tenho a esperança no
teu beijo se dos teus lábios se erguerem a maré e não o só
Eu o só
Sem fé e sem dó
Que o poeta não o sou que
nunca verei os teus olhos nos olhos que sempre te vêem ficam a arder
Por isso não me canso de
ler e não ver
Os teus olhos amanhecer
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