penso em ti enquanto
habitas o meu esponjoso peito
com crateras de vidro
penso em ti quando se
abre em mim uma qualquer janela
que o meu pobre corpo
alimenta
possui
habitas em mim sonho
encaracolado nos castanhos cabelos do amanhecer...
apaixonado cansaço do
silêncio mendigo às ruas plastificadas como capas de livros envelhecidos
perdidos entre palavras e
ventos agrestes
velas
e veleiros...
penso em ti... peito
mergulhado no Oceano mar
em tristes marés nocturnas
penso em ti enquanto bebo
o meu esponjoso peito onde habitas clandestinamente...
vestes-te de sofrimento e
disfarças-te de fotografia
imagem pobre e apodrecida
das tempestades aos
beijos em chuva de Outono
caiem as folhas dos teus
lábios
e alicerçam-se no meu
peito esponjoso... e lá deitas a cabeça da solidão
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