Da árvore dos desejos
Acordam os primeiros
beijos
Ouve-se a música do homem
que anda
E é enforcado todo aquele
que manda
Na árvore dos desejos
Sonham com a luz os
azulejos
Vêm os pássaros de
além-mar
Que trazem outra lua e um
novo luar
E a árvore dos desejos é
a inocência madrugada
A cada charrua semeada
Em palavra no choro chão
Da palavra em centeio a
arder
E a árvore dos desejos é
a caneta que não se cansa de escrever
Na voz de uma mão.
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