Se me esqueço, perco-me
no sombreado silêncio de uma duna, onde poisa uma abelha, onde habita uma
pluma,
Da luz, à candeia de uma
orelha, na distância do rio
Cada socalco, cada
videira
Cada teu seio, cada teu olhar
A tua mão, que procura, a
minha mão na noite anterior,
Em cio
Se me esqueço, eu o
desejo
Cada degrau que subo,
cada beijo
Há sempre uma árvore a
brincar, há sempre uma manhã a acordar…
Há sempre o vento em teu
cabelo, em teu alento, antes que seja a noite,
Depois de sorrir o mar
Se me esqueço, não adormeço,
e durmo como uma flor cansada, cada átomo, cada pedra lançada, cada nuvem chorada,
e eu às vezes, me esqueço
E a chuva é tão alegria,
como o é
O livro que escrevo, como
o é
A primeira lágrima de uma
criança…
Se me esqueço, perco-me!
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