Saciando a sede bebendo
as palavras semeadas no vento, palavras, palavras cansadas,
Palavras solares, à
procura do céu, depois há a chuva do teu cabelo,
Depois, a miséria da luz
nocturna quando um livro fica esquecido sobre a mesa,
Na sede, saciando-a,
porque o mar se aproxima, porque a chuva do teu cabelo,
Me molha, e me assassina
Saciando-me, dos
momentos, nas flores em papel, dos olhares inventando sílabas, colhendo outros
mares
No destino adocicado da
tua mão…
Que afaga o meu rosto,
que dorme nas planícies de uma primavera,
E saciando-me, quando
quase dia, a despedida incendeia a manhã,
E a minha sede, cessa.
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