25 agosto 2025

Palavras semeadas no vento

 

Saciando a sede bebendo as palavras semeadas no vento, palavras, palavras cansadas,

Palavras solares, à procura do céu, depois há a chuva do teu cabelo,

Depois, a miséria da luz nocturna quando um livro fica esquecido sobre a mesa,

Na sede, saciando-a, porque o mar se aproxima, porque a chuva do teu cabelo,

Me molha, e me assassina

 

Saciando-me, dos momentos, nas flores em papel, dos olhares inventando sílabas, colhendo outros mares

No destino adocicado da tua mão…

Que afaga o meu rosto, que dorme nas planícies de uma primavera,

E saciando-me, quando quase dia, a despedida incendeia a manhã,

 

E a minha sede, cessa.

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