02 agosto 2025

o horror em ser poeta

o horror em ser poeta, o desespero, em estar vivo

do silêncio de uma espada, quase na garganta, e a alegria do homem, quase espuma do destino, quase barcaça na algibeira do diabo

 

o corpo que desaparece na escuridão, na mão de uma lâmpada, a corda de nylon quase que o cega, e quase que é o vento

cada palavra escrita na claridade de um beijo…

o horror, a vida em desgosto, deste agosto

 

em um inferno

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