Talvez traga o vento do olhar da duna, um túnel crava-se-lhe no peito adormece-o e mata-o, ele morreu ainda menino, e o vento era criança
Depois do vento, a tenaz
figura de uma pedra, numa lágrima de fogo
Sem medo ao horror, sem
noite para pontapear, depois de a geada acordar junto ao mar.
Talvez amanhã regresse à
lua, e por lá fique, quase o meu corpo um pêndulo de espuma, suspenso pelo
pescoço, o poeta agonia, desfalece e sorri
E tão feliz que ele está,
que aos poucos se transforma em pássaro, que voa sobre o mar, sobre um mar de
lágrimas
Em chamas.
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