Nasço nas tuas mãos, meu amor
Do ausente perfume
cicuta, que bebo, e que não me mata
E que quanto mais bebo,
mas triste está a ponte, olha
Hoje ouvi sorrir a janela
das traseiras, e mesmo assim
Nasço nas tuas mão a cada
olhar, em cada segundo perdido dentro do meu corpo, um pêndulo, peça do relógio
em silêncio
Que há muito deixou de
acordar as horas
Nasço nas tuas mãos, meu
amor
A cada flor plantada na
grisalha andorinha, dos olhos de uma corça, a criança que saltita, da sombra de
uma mão,
Onde nasço, todos os
dias.
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