04 agosto 2025

Nasço nas tuas mãos, meu amor

Nasço nas tuas mãos, meu amor

Do ausente perfume cicuta, que bebo, e que não me mata

E que quanto mais bebo, mas triste está a ponte, olha

Hoje ouvi sorrir a janela das traseiras, e mesmo assim

Nasço nas tuas mão a cada olhar, em cada segundo perdido dentro do meu corpo, um pêndulo, peça do relógio em silêncio

 

Que há muito deixou de acordar as horas

 

Nasço nas tuas mãos, meu amor

A cada flor plantada na grisalha andorinha, dos olhos de uma corça, a criança que saltita, da sombra de uma mão,

 

Onde nasço, todos os dias.

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