Nas asas do olhar nocturno, a mãe que nasce a cada flor acordada, e observa o filho submerso na espuma de um milhafre, ferido, encadeado pelo sono, é noite absoluta, e foi estrela desenhada no silêncio de um simplificado e horrível, círculo de luz.
O teu corpo é espuma que
dança no leito de um orgasmo, dos teus seios, a lágrima e o desejo de os beijar
incessantemente, e a cadência milenar de uma alegre manhã, se a lua sangrenta
for a penumbra de uma mão, ausente, deste rosto que sofre e que sente…
O teu corpo é a flor, e o
prazer nas pétalas de uma duna alicerçada ao infinito olhar, o teu corpo é a
sílaba que semeia no meu sexo o alegre acordar da manhã,
E da circunferência de um
olhar, que quase toca a noite sitiada na fragrância montanha que se despe, e
que despede de mim…
Que se olha ao espelho a
cada palavra escrita, e lançada contra o vento da tua púbis.
É tão triste ser poeta,
meu amor! Tão triste.
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