O que pensará o electrão
quando à velocidade da luz, galga os teus seios
O que dirá o livro que
leio quando te olha e te sorri
E os meus olhos, também
galgam os teus seios
O que dirá a chuva, tão
fina e tão menina
Quando poisa no teu
cabelo, e também sorri, tal como o livro que leio
O que dirá o vento quando
acaricia os teus lábios, e eu não os olhos, e os desejo
Tal como desejo, galgar
os teus seios,
O que dirá a tua cama ao
electrão quando à velocidade da luz, pensa
E em que pensa o poeta, enquanto
pensa
E lê e escreve, que de
nada lhe serve em pensar, que de nada lhe serve,
Escrever
O que pensará o electrão
quando à velocidade da luz, galga os teus seios,
E a lua me beija.
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