Às vezes, o vazio, de tantas vezes
Às vezes, a duna está em
lágrimas, de areia, sobre o mar
Às vezes, às vezes
apetece-me desligar esta máquina complexa que transporto, e às vezes
O vazio, cada pedra
acordada, depois, uma outra janela, outro mar vestido,
De pérula, de colar ao
peito
Às vezes, acordo morto,
acordo sonâmbulo
Às vezes, às vezes sinto
a enxada cravar-se no meu peito
E logo depois, outra flor
nasce na minha nádega
Às vezes é sábado, às
vezes é o silêncio, outras,
E tantas vezes,
A concha fechada, o
molusco quase gente, passeando.se pela rua,
Que às vezes
Morre, que às vezes quer
morrer, e que quase todas as vezes,
É covarde,
E não desliga a máquina
complexa que transporta…
Às vezes, é o tempo, que
se suicidada nas mãos de um triângulo, rectângulo,
Às vezes,
É a ausência
De uma mão.
Sem comentários:
Enviar um comentário