16 agosto 2025

Às vezes, o vazio, de tantas vezes

Às vezes, a duna está em lágrimas, de areia, sobre o mar

Às vezes, às vezes apetece-me desligar esta máquina complexa que transporto, e às vezes

O vazio, cada pedra acordada, depois, uma outra janela, outro mar vestido,

De pérula, de colar ao peito

Às vezes, acordo morto, acordo sonâmbulo

Às vezes, às vezes sinto a enxada cravar-se no meu peito

 

E logo depois, outra flor nasce na minha nádega

 

Às vezes é sábado, às vezes é o silêncio, outras,

E tantas vezes,

A concha fechada, o molusco quase gente, passeando.se pela rua,

Que às vezes

 

Morre, que às vezes quer morrer, e que quase todas as vezes,

É covarde,

 

E não desliga a máquina complexa que transporta…

 

Às vezes, é o tempo, que se suicidada nas mãos de um triângulo, rectângulo,

Às vezes,

 

É a ausência

De uma mão.

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