05 julho 2025

No rosto do meu poema…

 

Da tua cama, na alma gémea de uma abelha, no cansaço de um penedo, quando o beijo é o destino,

e nunca será o medo,

mas foi menino,

na maré que não o é, mas até, o podia ser

da tua cama se erguer, abrir os olhos,

e o prazer, que acorda das tuas mãos originais,

 

Calejadas de lágrimas, procuras anúncios em revistas e em jornais,

e nas palavras anónimas trazidas pelo vento, palavras escritas por mim,

ou por ninguém importante,

 

Mas palavras, nascidas do meu pensamento

da tua cama, que arde nesta fogueira, que cresce como um malmequer, não como todos os malmequeres, ou os demais malmequeres, mas como um malmequer tão simples como são tão simples os teus olhos, tão simples como são os teus lábios

 

E tão simples, as tuas mãos quase a tocarem no rosto do meu poema…

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