Da tua cama, na alma
gémea de uma abelha, no cansaço de um penedo, quando o beijo é o destino,
e nunca será o medo,
mas foi menino,
na maré que não o é, mas
até, o podia ser
da tua cama se erguer,
abrir os olhos,
e o prazer, que acorda
das tuas mãos originais,
Calejadas de lágrimas,
procuras anúncios em revistas e em jornais,
e nas palavras anónimas
trazidas pelo vento, palavras escritas por mim,
ou por ninguém
importante,
Mas palavras, nascidas do
meu pensamento
da tua cama, que arde
nesta fogueira, que cresce como um malmequer, não como todos os malmequeres, ou
os demais malmequeres, mas como um malmequer tão simples como são tão simples
os teus olhos, tão simples como são os teus lábios
E tão simples, as tuas
mãos quase a tocarem no rosto do meu poema…
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